Além de disponibilizar os acervos das coleções biológicas do Brasil, o SiBBr também é um repositório de dados de ocorrência, listas de espécies e informações ambientais provenientes de instituições de pesquisas e/ou redes colaborativas nacionais e internacionais. Existem várias categorias de provedores de dados do SiBBr. Confira os dados dessas redes, instituições e programas clicando em cada provedor.
Iniciativas voltadas ao conhecimento e à sistematização das espécies brasileiras, como as Listas de Referência Taxonômicas do Brasil — a Flora e Funga do Brasil e o Catálogo Taxonômico da Fauna Brasileira — desempenham papel estratégico ao manter atualizado o conhecimento sobre a biodiversidade nacional, além de constituírem a base estruturante para sistemas de informação como o SiBBr, fortalecendo a integração, a padronização e a disponibilização de dados sobre a biota do país. Já os Projetos e iniciativas, como o Refauna e Reflora são fundamentais para aumentar o conhecimento histórico da biodiversidade brasileira. Esses projetos tem como objetivo a repatriação digital de espécimes, muitas vezes descritas pela primeira vez (holótipos), coletadas no Brasil e catalogadas em herbários e museus de zoologia da Europa e dos Estados Unidos.
Instituições governamentais como o Ministério do Meio Ambiente - MMA, o Instituto Chico Mende de Conservação da Biodiversidade - ICMBio, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis IBAMA, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE e o CNCFLORA, Centro Nacional de Conservação da Flora, uma iniciativa vinculada ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), produzem dados e informações oficiais, muitas vezes em parceria com universidades e pesquisadores. Confira os dados dessas instituições clicando em cada provedor.
Dentre as diversas atribuições das Secretarias de Meio Ambiente - Estaduais, Municipais ou Distrital, estão aquelas relativas à conservação da biodiversidade, licenciamento ambiental e gestão da informação. Desta forma, é crescente o número de Secretarias de Meio Ambiente que procuram o SIBBr para disponibilizarem dados e informações em biodiversidade.
Redes, programas e projetos de pesquisa, coordenados ou fomentados pelos órgãos governamentais, tanto nas esferas federal, estadual ou municipal, visam atender a determinada política pública ou buscar soluções/diagnósticos para determinado problema local ou regional. Veja algumas dessas iniciativas relacionadas ao tema biodiversidade e/ou meio ambiente.
O Programa de Pesquisa Ecológica de Longa Duração (PELD) é uma iniciativa do CNPq voltada ao estudo contínuo dos ecossistemas brasileiros. Seu objetivo é compreender processos ecológicos que só podem ser detectados por meio de monitoramentos realizados ao longo de muitos anos ou décadas. O programa apoia sítios de pesquisa permanentes distribuídos em diferentes biomas do país, como Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e ambientes costeiros e marinhos.
Nos sítios PELD são monitorados componentes como fauna, flora, clima, solo, recursos hídricos e interações ecológicas. Esses dados permitem avaliar impactos de mudanças climáticas, uso da terra e outras pressões ambientais. O PELD também contribui para a formação de recursos humanos e para a geração de conhecimento científico de alta relevância.
Além disso, os resultados do programa subsidiam políticas públicas e estratégias de conservação, fortalecendo a gestão ambiental baseada em evidências científicas de longo prazo.
O PPBio (Programa de Pesquisa em Biodiversidade) é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação criada em 2004 para fortalecer o estudo e o monitoramento da biodiversidade no Brasil. O programa organiza redes de pesquisa distribuídas pelos principais biomas do país, como Amazônia, Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica. Seu objetivo é integrar instituições e pesquisadores, padronizando métodos de coleta de dados.
Um dos seus principais diferenciais é o uso do sistema RAPELD, um método de amostragem padronizado que combina módulos de pesquisa permanentes e trilhas georreferenciadas. O RAPELD permite comparações entre regiões e o monitoramento de longo prazo da fauna, flora e variáveis ambientais.
O PPBio gera dados científicos que subsidiam políticas públicas, ações de conservação e gestão ambiental. Além disso, contribui para a formação de pesquisadores e a disseminação do conhecimento sobre a biodiversidade brasileira.
ONG's e instituições da sociedade civil que realizam estudos e pesquisas sobre a biodiversidade, como monitoramento de fauna, atropelamento de animais silvestres, dentre outras atividades, produzem dados e informações que podem ser disponibilizadas no SiBBr. Esses dados contribuem para a pesquisa e o conhecimento da biodiversidade, além de serem essenciais para a gestão de políticas públicas. Conheça os projetos que compartilham seus dados no SiBBr!
Empresas e organizações privadas que realizam estudos e pesquisas sobre a biodiversidade, no âmbito de Estudos de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) ou Programas de Monitoramento, produzem dados e informações que podem ser disponibilizados no SiBBr. O compartilhamento de dados de forma aberta é importante para aumentar o conhecimento científico da biodiversidade e contribuir para a gestão dos recursos naturais. Além disso, as empresas demonstram o seu comprometimento com os indicadores de sustentabilidade ESG (da sigla em inglês Environmental, Social and Governance), relativos aos aspectos sociais, ambientais e de governança.
Trata-se de projetos com a participação de organizações internacionais e instituições brasileiras, incluindo projetos coordenados por instituições internacionais, com coletas no Brasil, projetos financiados por instituições estrangeiras, além de outras formas de cooperação ou parcerias.
O SiBBr divulga dados e informações de redes, projetos e iniciativas nacionais e internacionais. Destacam-se as iniciativas de ciência cidadã de relevância internacional como o eBird e o iNaturalist - com dados de ocorrência de espécies no Brasil e imagens georreferenciadas; a Encyclopedia of Life - EOL, que fornece imagens e dados taxonômicos; além do GBIF, com dados repatriados bem como imagens e listas de espécies.
O trabalho coordenado de diversas instituições na organização, atualização e hospedagem dos dados e/ou imagens com foco em determinado grupo taxonômico ou região, é um exemplo de uma rede colaborativa. Destacam-se a rede Taxonline, para coleções do estado do Paraná, e a rede JABOT, coordenada pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O JABOT é também um sistema de gerenciamento e visualização de dados de herbários, onde posteriormente, a informação também é compartilhada e divulgada por meio do SiBBr. A maioria dos sistemas de gerenciamento de coleções biológicas, tais como o Specify, Brahms, SiColNet (Fiocruz), Alelo (Embrapa), dentre outros, conectam as bases de dados com o Integrated Publishing Toolkit (IPT), ferramenta de publicação e compartilhamento de dados desenvolvida pelo GBIF. Desta forma, várias instituições e grandes acervos dispõem de um IPT institucional, facilitando o consumo pelo SiBBr e posterior compartilhamento na rede GBIF. Confira os dados dessas redes, coleções e grandes acervos clicando em cada provedor.